*Desafios aos impactos da escassez de água frente às mudanças climáticas no Brasil*
A obra “Morte e Vida Severina”, escrita por João Cabral de M. Neto, retrata as adversidades de um retirante da seca. Para além da ficção, os brasileiros enfrentam os efeitos da escassez hídrica oriunda das intensas mudanças climáticas e agravada pela ausência de políticas públicas. Dessa forma, as principais consequências da seca são a redução da oferta de alimentos, o desmatamento, o aquecimento global e o comprometimento da disponibilidade de energia elétrica e a diminuição da distribuição de água para a população. Em primeira análise, nota-se forte impacto da escassez de água na produtividade agrícola, portanto, na oferta alimentícia. Segundo a instituição Source Trace, a oferta de alimentos cairá 17% nas próximas décadas devido ao aquecimento global. Isso evidencia que a dificuldade de acesso a alimentos recairá, sobretudo, na população menos favorecida. Posto isso, a baixa disponibilidade acarretará na elevação no valor desses bens de consumo não- duráveis e agravará o quadro de insegurança alimentar no Brasil. Além da escassez de alimentos, vê-se forte impacto no desmatamento como na Amazônia, que vem causando várias colisões como o aquecimento global, extinção da fauna e flora e a queimada pois devido à esses problemas a temperatura tende a crescer, e com isso irá ocorrer o descongelamento das reservas de água congelada nas regiões frias do globo, e até mesmo a diminuição da oferta de recursos naturais diversos devido às mudanças climáticas. Somado a redução da oferta de alimentos e o comprometimento da disponibilidade de energia elétrica, está a diminuição da distribuição de água para a população. O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, afirmou que o Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, logo, a problemática precisa da intervenção de políticas públicas que assegurem saneamento básico à população. Desse modo, relaciona-se a falta de distribuição de água a questões que ferem a integridade humana, como a falta saneamento básico, cujo maior impacto está sobre a população mais pobre, e gera o aumento de doenças e crescimento da mortalidade no país. Diante às problemáticas expostas, cabe ao Ministério da Agricultura implementar técnicas de irrigação mais eficientes, bem como investir em ações que assegurem saneamento básico a sociedade, somadas a um plano de conscientização populacional, por intermédio do direcionamento de recursos financeiros para pesquisas e a utilização das mídias a fim de aumentar a produtividade das colheitas e promover a racionalização do uso da água pela população. Dessa forma, os resultados desfavoráveis da crise hídrica, como abordado em "Morte e Vida Severina", reduzirão.
Autores da redação: Virlaine Soares e William Silva.