Desafios à desigualdade socioeconômica persistente no Brasil.
Brasil: a sombra da desigualdade
ㅤㅤEm sua obra “ A Hora da Estrela”, Clarice Lispector retrata as desigualdades sociais de migrantes
nordestinos em busca de oportunidades. Análogo à ficção, a realidade socioeconômica brasileira
apresenta-se de maneira desigual diante da má administração de recursos econômicos e de
investimentos. Há ações não efetivas na esfera sociocultural, na saúde e na educação.
ㅤㅤSob esse viés, o mercado de trabalho é o perpetuador central do problema. Desde o predomínio do
capitalismo no final da Guerra Fria, na década de 1990, o capital se faz necessário para obtenção de
bens. Nesse contexto, há diversos fatores que impedem a ascensão social de grande parte da população
e contribuem para a permanência de tal disparidade, sendo eles: discordância salarial entre diferentes
grupos sociais; condições precárias de trabalho; desvalorização do empregado; e a falta de oportunidade
e informação.
ㅤㅤAdemais, é importante salientar que um dos principais desafios enfrentados é a falta de acesso
igualitário a uma educação de qualidade. De acordo com Paulo Freire, “se a educação por si só não pode
mudar a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nessa perspectiva, a diferença nas
oportunidades educacionais entre as classes sociais, contribui diretamente para a manutenção da
discrepância, visto que, sem uma formação adequada dificilmente haverá mudanças na estrutura
socioeconômica brasileira.
ㅤㅤSeguindo essa linha de raciocínio, com o problema de desigualdade presente na nossa sociedade os
parâmetros de desemprego, doenças, violência, marginalização e mortalidade tendem a se elevar
drasticamente, isso é notável nos principais âmbitos sociais do território brasileiro. Dados do Brasil de Fato
afirmam que mais de 7,5 milhões de pessoas vivem com renda domiciliar per capita inferior a 150 reais por
mês, o estudo também reforça que quem ganha menos paga mais impostos no Brasil.
ㅤㅤ Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para superar esses obstáculos. É de
responsabilidade dos ministérios da Economia e da Saúde promover a igualdade socioeconômica no
Brasil, por meio de iniciativas no ambiente educacional e de trabalho para a criação de empregos formais,
além de investir em políticas públicas que garantam o acesso universal a serviços de qualidade. Assim, o
Brasil estará no caminho da transformação social tão necessária.
Autores da redação: Ângelo Ramiris, David e Natan.
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