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A ideia de superioridade do homem brasileiro autoriza a prática da violência contra a mulher

Patriarcado Brasileiro: violência injustificável

ㅤㅤNo Brasil, a ideia de superioridade masculina contribui para a desvalorização das mulheres e para a falta de respeito aos seus direitos fundamentais, que é evidenciado na Lei Maria da Penha (n° 11.340). Diante do mencionado,cabe analisar os principais motivadores da problemática: o machismo, a desigualdade de gênero e a fragilidade na aplicação das leis.
ㅤㅤDentre as razões supracitadas,o machismo está enraizado na sociedade brasileira e reforça a submissão as mulheres e a ideia de que elas são propriedade dos homens. Essa cultura se baseia em crenças e valores que enaltecem a figura do homem e subjugam a figura da mulher, através dela a violência é normalizada e até mesmo incentivada, perpetuando um ciclo de agressão.
ㅤㅤAlém disso,pode-se afirmar que a desigualdade de gênero soma-se à cultura do machismo na perpetuação da violência, sendo elas: física, sexual, psicológica, social, patrimonial ou moral. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 18 milhões de mulheres sofreram alguma violência em 2022. E para efeito de comparação com pesquisas anteriores, todas as formas de violência apresentaram crescimento acentuado.
ㅤㅤAdemais, a fragilidade na aplicação das leis consiste na falta da aplicação de medidas protetivas,o que deixa as vítimas desamparadas e expostas a novos episódios de agressões.Contudo, a ideia de um gênero ser superior ao outro, prevalece e faz parte de uma perpetuação cultural que nunca foi discutida ou desconstruída socialmente.Além disso,essa ideia de superioridade masculina, também pode ser contextualizada por um viés de conveniência por aqueles que estão em posição de poder e assim manter esse discurso falso de “ignorância”.
ㅤㅤ Essa realidade é indispensável que não seja discutida e solucionada,não apenas por meio de campanhas de conscientização e leis mais efetivas, mas através da criação de estruturas físicas como redes de apoio (uma vez que em alguns casos, mulheres em situação de violência, ficam desprotegidas e sem abrigo) e o reforço da patrulha policial especializada, que atenda especificamente essas mulheres.


Autores da redação: Maria Clara Pereira da Silva, Maria Elisa Dias Castro e Thales Eduardo dos Santos Nascimento.

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