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Desafios à persistencia do racismo no esporte no Brasil

Racismo no esporte: barreiras brasileiras

ㅤㅤ O ativista Abdias do Nascimento decorre, “O racismo está entranhado nas estruturas sociais e, por consequência, no esporte”. Essa afirmação revela a profundidade e a complexidade do problema do racismo no esporte no Brasil. Isso demonstra que o racismo esportivo sustenta-se por dificuldades de ordem estrutural, sociocultural e política, que precisam ser enfrentadas para garantir a igualdade racial.
ㅤㅤInicialmente, a discriminação no esporte brasileiro reflete o racismo estrutural que permeia toda a sociedade brasileira, desde a colonização até os dias atuais. A escravidão, deixou marcas profundas na forma como os negros são vistos e tratados no país, sendo considerados inferiores, subalternos e descartáveis. No esporte, que deveria ser um espaço de igualdade, os atletas negros enfrentam barreiras para se destacar, receber reconhecimento, respeito e ocupar posições de liderança. Assim, o preconceito no esporte no Brasil é uma expressão do racismo estrutural que molda as relações sociais e as instituições do país.
ㅤㅤ Somado, a intolerância étnica nos eventos esportivos nacionais também está presente na cultura e na sociedade, que reproduzem e naturalizam os estereótipos, os preconceitos e as ofensas que são dirigidas aos atletas negros, que são vistos como inferiores, incapazes e violentos. Segundo dados do IBGE, em 2019, apenas 18,7% dos atletas profissionais no Brasil eram negros, enquanto eles representavam 56,2% da população. Essas atitudes reforçadas pela cobertura midiática, minimiza ou silencia os casos de racismo que ocorrem nos estádios e nas redes sociais. Essa diferença de tratamento contribui para a manutenção do racismo no esporte no Brasil.
ㅤㅤEm paralelo, a ausência de representatividade nas instâncias de decisão do esporte é uma situação crítica. A pensadora Ângela Davis acredita que “Em uma sociedade racista, não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”. Portanto, a falta de políticas públicas efetivas de combate à discriminação, punição dos casos de racismo que ocorrem nos estádios e na resistência em reconhecer e valorizar a diversidade e a representatividade dos atletas negros, se torna uma violação dos direitos humanos, dos princípios éticos e democráticos.
ㅤㅤ É evidente, portanto, que o racismo no esporte no Brasil é um problema grave e complexo, cabe ao Ministério da Igualdade Racial, órgão do executivo federal responsável pelo combate ao racismo, promover políticas públicas de conscientização para impor limites no racismo. Gerando campanhas educativas em ambientes esportivos. Oferecendo igualdade e combatendo o preconceito. Só assim, será possível minimizar de forma mais efetiva o abismo racial que ainda assola o país.


Autores da redação: Marina Lima, Ma Eduarda Trindade, Betânia Martins.

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