Desafios à escalada da violência escolar no Brasil.
Violência: impacto estudantil
O filme "Tarde Demais" aborda como os problemas emocionais e sociais de um
aluno resultam em um massacre escolar. Paralelo ao longa-metragem, na realidade
social brasileira, o acréscimo de ataque nas escolas é advinda do aumento das
doenças psicossomáticas enfrentadas pelos agressores. Vê-se os estímulos
negativos do ambiente social, a escassez de suporte psicológico e emocional e a
influência das mídias sociais sobre os jovens como agravantes do problema.
Diante deste cenário, observa-se os estímulos negativos sofridos pelo agressor
em seu ambiente social. A psicóloga brasileira Roseli Caldas afirma que a violência
escolar é resultado do meio social no qual o aluno está inserido. Dessa forma, uma
convivência violenta sofrida pelo aluno em casa reflete diretamente nas suas
atitudes dentro da escola. Isto posto, evidencia-se o ambiente familiar como pilar
fundamental para a formação psicossocial da criança e do adolescente.
Além disso, enxerga-se a ausência de ajuda psicológica e emocional ao agressor
e à vítima. No livro Saúde mental, depressão e capitalismo, o escritor brasileiro
Elton Corbanezi teoriza que o principal responsável pelas melhores decisões
tomadas advém de uma saúde mental saudável. Deste modo, a negligência do
controle psicológico ao agressor eleva os casos violência em ambiente escolar,
resulta em locais hostis e de aprendizado precário. Ademais, o violentado se abstém
da escola e não procura ajuda para enfrentar o problema.
Diante disso, analisa-se as mídias sociais influentes em relação às atitudes
violentas dos jovens. Segundo o jornal Globo, cerca de 85% dos jovens possuem
aparelhos celulares no Brasil. Nesse sentido, diversos adolescentes se influenciam
a partir de vídeos violentos na Internet e os mesmos tentam reproduzi-los em local
escolar, o que aumenta a incidência de ataques de risco. De igual modo, há maior
insegurança nas atividades sociais escolares.
Se faz necessário portanto, cortar o aumento das doenças psicossomáticas
presente nos alunos. Desta forma, cabe ao Ministério da Educação promover
palestras e novas matérias escolares com intuito de melhorar o psicológico do
aluno, para que transforme o ambiente escolar em um local acolhedor e seguro,
com menor casos de violência. Sendo assim, casos como o de "Tarde Demais"
passarão a ser escassos.
Autores da redação: Carla Iasmim; Marcos Winicius; Vitor Afonso.
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