Desafios ao acolhimento brasileiro de refugiados de guerras.
Brasil, um Recomeço aos Refugiados.
De acordo com o sociólogo Vanito Cá, “ninguém escolhe ser refugiado, são as diversas causas que empurram
a pessoa para essa condição”. No entanto, mesmo sendo uma questão de solidariedade global, há uma série de
impasses à assistência de exilados no Brasil. Assim, é importante compreender as principais carências para a inclusão
dessa comunidade no país: infraestrutura adequada, garantia de cidadania e efetividade das leis.
A falta de infraestrutura para receber refugiados no território corrobora a mazela. Segundo reportagem do jornal
Gazeta do povo 2015, "O Brasil tem boa vontade, mas estrutura é precária para receber refugiados". Dessa maneira, a
situação precária dos abrigos, carentes de condições de saneamento básico e conforto, bem como a barreira da
integração social, prejudicam o amparo aos refugiados.
Além disso, há impasses para a garantia de cidadania dos refugiados. Sob esse vies, a expoente pensadora
Hanna Arendt, afirma que "o direito a ter direitos é o direito fundamental". No entanto, essa ideia não é verificada no
cotidiano brasileiro, uma vez que os imigrantes permanecem às margens de direitos básicos como saúde, trabalho,
proteção contra tratamento degradante e a participação política.
Logo a ineficácia governamental em efetivar as leis que regem o país, perpetua a problemática. Nessa
perspectiva, o expoente escritor Gilberto Dimenstein, em “Cidadão de Papel”, descreve que existem direitos garantidos
no papel, mas que se atêm ao plano teórico. À luz disso, as comunidades de refugiados podem ser consideradas de
papel, tendo em mente a ineficácia das leis e projetos que garantem seus direitos. Dessa maneira, ao descumprir com
o seu papel esperado, o Poder Público brasileiro, implicitamente, contribui para a permanência da mazela.
Em virtude desse incitamento, é indiscutível que a carência em infraestrutura, cidadania e efetividade de leis
são desafios para o acolhimento de refugiados no Brasil. Portanto, é imperativo que o Poder Público invista em
infraestrutura e, a partir do recrudescimento das leis, recupere a cidadania dos exilados, a fim de alcançar a inclusão
das vítimas de guerras consequentemente, o país atuará na cooperação internacional e oportunizará o recomeço dessa
comunidade.
Autores da redação: Gisllane Nogueira Nunes, Gabriel Souza Santos e Liliane Montalvão Oliveira
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