Desafios aos impactos da inteligência artificial na sociedade.
A difícil Inserção da IA no Brasil
A música "Asa Branca", imortalizada na voz do ícone Luiz Gonzaga, narra a história de um homem que, com a
vinda da seca, encara a perda das riquezas de sua terra. De maneira análoga à canção, o Brasil contemporâneo
também encara o desafio crítico da escassez de água e das mudanças climáticas em seu território. Diante disso, deve-
se compreender os principais causadores do impasse: o desmatamento, o aquecimento global e a urbanização
desenfreada.
Em primeiro plano, o desmatamento desenfreado no Brasil, principalmente na Amazônia, corrobora a mazela.
Nesse cenário, o célebre documentário “Amazônia Sociedade Anônima” aborda os impactos do desmatamento na maior
floresta do mundo, a responsável por regular o clima e as chuvas de diversas regiões do planeta. Nesse sentido,
devastar as florestas brasileiras compromete o ciclo hidrológico do território, o que reduz as chuvas e acarreta em
secas prolongadas. Desse modo, a degradação ambiental lesa a disponibilidade de água, precipitação e clima daregião.
Além disso, o aquecimento global, causado pela emissão de gases de efeito estufa, intensifica as mudanças
climáticas na nação. Nessa perspectiva, a Organização Meteorológica Mundial prevê que os anos entre 2022 e 2026
serão os mais quentes do mundo devido ao aquecimento global. Dessa forma, a elevação das temperaturas acelera a
evaporação da água e reduz o nível dos reservatórios, o que prejudica o abastecimento hídrico e resulta em períodos
longos de estiagem no país. Assim, essa problemática mundial acentua a crise hídrica no Brasil.
Ademais, a urbanização também agrava essa problemática no país. Nesse sentido, a “Agenda Marrom”, que
aborda o planejamento urbano ambiental, indica que a urbanização desordenada, caracterizada pela emissão de
gases de automóveis, saneamento básico precário e poluição, intensifica os causadores dos problemas hídricos. Dessa
maneira, o desenvolvimento urbano desenfreado agrava o aquecimento global, polui aquíferos e impermeabiliza o
solo, o que prejudica o clima e hidrografia. Logo, a urbanização compromete a qualidade e oferta de água no território
brasileiro.
Portanto, para mitigar as mazelas da escassez de água e mudanças climáticas no Brasil, deve-se implementar
políticas públicas biossustentáveis. Nesse sentido, urge que o Ministério do Meio Ambiente, em parceira com o Poder
Judiciário, recupere áreas degradadas, incentive práticas sustentáveis de urbanização e puna os responsáveis pelo
desmatamento, por meio do fortalecimento da legislação ambiental do país. Desse modo, evita-se a crise hídrica no país
e os efeitos das mudanças climáticas podem ser mitigados.
Autores da redação: Gabriele Barbosa Alves e Walasse Fernandes dos Santos
.
.