Desafios aos impactos de influenciadores digitais na formação dos jovens no Brasil.
Impacto Juvenil Digital
O episódio "Nosedive" da série "Black Mirror", evidencia os impactos psicossociais na
personagem Lacie, resultantes da busca por uma vida utópica exposta por influenciadores. De
forma análoga à ficção, no Brasil os criadores de conteúdo digital manipulam o comportamento
dos jovens. Sob essa ótica, a influência digital impacta no psicológico, agrava a divulgação de
notícias falsas e contribuí para o consumismo exacerbado. Logo, faz-se necessário analisar as
razões e os impactos subjacentes a essa problemática.
Diante do persistente desafio de influenciadores digitais, torna-se evidente o impacto
psicológico sobre os jovens. Sob esse viés, estudos realizados pela revista UFPR revelam que
70% do público juvenil se sentem pior com à própria autoimagem após o uso da mídia. Nesse
sentido, influenciadores digitais que expõe uma “vida perfeita” afeta negativamente na vida dos
seguidores, que se frustram ao não possuir o mesmo estilo de vida, e consequentemente
desenvolvem transtornos psicológicos como depressão, ansiedade e bulimia e anorexia.
Somada as consequências psicológicas, destaca-se a divulgação de notícias falsas como um
dos impactos da influência digital. Sob essa perspectiva, de acordo com a reportagem divulgada
pela CNN em 2022, 43% dos brasileiros afirmam já ter enviando um post, vídeo ou imagem sem
perceber que se tratava de uma notícia falsa. Nesse sentido, a ausência de fiscalização midiática
possibilita a qualquer indivíduo o poder da verdade, acarretando na disseminação de
informações incorretas.
Além da divulgação de notícias falsas, os influenciadores digitais intensificam o consumismo
exacerbado. Sob esse viés, o filósofo Karl Marx afirma que as ideologias apresentadas pela classe
dominante possuem controle sob a dominada. Dessa forma, os influenciadores digitais
controlam e disseminam os ideais de consumo por meio das publicidades no Instagram, e
consequentemente os jovens são manipulados a adquirir os produtos divulgados, resultando
em um consumismo desnecessário.
Frente aos impactos gerados pelos influenciadores deve-se romper esses desafios. Posto
isso, Ministério da Educação deve introduzir um programa de educação midiática nas escolas,
por meio de aulas sobre conscientização do poder da mídia e a necessidade de averiguar as
informações passadas, para evitar as notícias falsas e os transtornos psicológicos, a fim de criar
jovens cocientes que buscam a vida real e não a vida ideal. Assim, os jovens brasileiros não serão
como Laice de "Black Mirror".
Autores da redação: Pedro Otavio Santos, Tamires Silva e Natã Santos.
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