Desafios a persistência do racismo no esporte no Brasil
Racismo em campo
ㅤㅤO filme “A história de uma lenda”, dirigido por Brian Helgeland relata a segregação entre
negros no Baseball Leagues. Análogo a isto, no Brasil, a desvalorização do negro no esporte possui
legado no histórico escravista. Dessa maneira, esses comportamentos de exclusão desvalorizam
esses grupos no ambiente esportivo advinda da falha legislativa, da permanência da branquitude
como padrão e negligência de processos educacionais efetivos.
ㅤㅤDiante deste cenário, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê multas para torcedores
praticantes de crimes de racismo em eventos esportivos. Contudo, segundo dados do Observatório
de Discriminação Racial no Futebol houve um aumento de 40% nos casos de preconceito contra
atletas nos estádios brasileiros em 2022, isto ocorre devido as lacunas da constituição somadas a
falta de fiscalização em relação a essas atitudes discriminatórias que favorecem a não punição dos
culpados e propicia a continuidade deste tipo de comportamento
ㅤㅤSomada a essas lacunas de eficiência de leis constata-se o histórico reiterado de
preconceitos a jogadores negros brasileiros, conforme afirma Jorge Santana, professor de História e
mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Isso evidencia o
padrão de branquitude imposto ao longo dos séculos, ademais, a mentalidade idealizada de
superioridade racial consolida e fortalece privilégios sociais, econômicos e políticos a se tornarem
impeditivos da igualdade e inclusão nesse cenário.
ㅤㅤPara além dessas falhas legislativas, constata-se também deficiências de ações pedagógicas
relativas ao ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana com vistas a valorização da
identidade. Entretanto, de acordo com estudos do Panorama da Bahia em 2024, cerca de 89,8% das
turmas de creches e pré-escolas na região negligenciam o ensino desses saberes culturais. Com
isso, o sistema educacional revela falhas ao não integrar a cultura desses grupos a toda comunidade
escolar. Ademais, a fissura social perpetua os estereótipos e fortalece o histórico de incompreensão
com essa diversidade ética.
ㅤㅤEstes comportamentos racistas se reiteram no cenário esportivo devido a ausência de
medidas eficazes, dessa maneira cabe ao ministério do esporte e da igualdade racial, criarem
incentivos com programas voltados à esta pauta. Ademais cabe aos terceiros setores, as
Organizações Não Governamentais (ONGS), monitorar relatórios de acompanhamento de incidentes
discriminatórios, a fim de identificar e responsabilizar os culpados através das devidas punições.
Autores da redação: Eduarda Fraga Teixeira, Eloísa Vitória Xavier Andrade, Kailla Lorrane Silva Sá Pinto,
Sarah Evelyn Silva Cotrim
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