Desafios à sobrevivência dos povos indígenas no Brasil contemporâneo - invasões, mineração e agronegócio.
Negligência aos povos nativos
ㅤㅤ“Enquanto existir uma erva, uma árvore ou um rio no planeta, nós indígenas
existiremos”. A declaração da professora indígena, Edilene Batista Kiriri, evidencia a
resistência indígena pela sobrevivência no Brasil e reflete o descaso estatal perante
a esse povo, uma vez que as invasões, a mineração e o agronegócio em terras
nativas persistem.
ㅤㅤSob este aspecto, não é novidade o interesse exploratório desse patrimônio
cultural, visto que sua riqueza seduz a mente capitalista do homem moderno. Isto
porque, dentro da lógica lucrativa, esses territórios são vistos como oportunidade de
renda fácil pela grande disponibilidade de recursos naturais e pouca concorrência.
Nesse viés, esta inclinação invasória situa os nativos em cenário de risco pela
crescente atividade ilegal dentro de seus limites territoriais.
ㅤㅤDiante desse contexto, as invasões predatórias em solo autóctone também
se destacam pela sua ocorrência e destrutividade. Perante isto, o Conselho
Indigenista Missionário (Cimi) aponta o crescimento de cerca de 257% de incursões,
madeireiras, garimpeiras e agricultoras nessas áreas em 2021, realidade que não
somente viola a lei, mas também compromete a sustentabilidade ambiental e a
sobrevivência desses povos em razão das várias substâncias tóxicas que são
expelidas na extração dos minerais.
ㅤㅤSob essa perspectiva, repercute o evento de expulsão indígena à tiros de
suas posses no Mato Grosso do Sul no ano de 2022 a mando de fazendeiros.
Ademais, não somente existe o anseio do homem por estas áreas, mas também
meios agressivos para o domínio desonrado destas. Desta maneira, o agronegócio
se constitui como um fator de incentivo à violência aborígene, que muitas vezes
resulta na morte destes indivíduos para o estabelecimento da atividade agrícola.
ㅤㅤ Dessa forma, a sobrevivência dos povos originários torna-se um quadro
alarmante que demanda ações imediatas e efetivas.Com isso, cabe o Ministério dos
Povos Indígenas (MPI) em conjunto Fundação Nacional do Índio (FUNAI) melhorar
e intensificar a fiscalização para coibir as invasões e atividade ilegal nesses
territórios. Dessa forma, preservando os direitos territoriais e culturais dessas
comunidades e dando a elas sua devida atenção.
Autores da redação: Cecília, Yasmim Rodrigues, Guilherme Bezerra.
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