Desafios à escalada da violência escolar no Brasil.
Paz na educação
ㅤㅤA produção cinematográfica "Bullies", do autor brasileiro Daniel Bydlowski, evidencia a violência escolar
cotidiana enfrentada por Eugene. De forma análoga, a escalada da violência escolar em geral, abrange uma
complexa interação de fatores sociais, econômicos, culturais e institucionais. Desse modo, a problemática
manifesta-se na evasão escolar, em comportamentos abusivos e violentos nas crianças e adolescentes e a
vinganças futuras.
ㅤㅤEsse cenário de negligências, sem trabalhos psicopedagógicos e administrativos, afeta o processo
efetivo do aprender. Segundo Paulo Freire, pedagogo brasileiro, “Quando a educação não é libertadora, o sonho
do oprimido é ser o opressor”. Por outro lado, avolumam-se novas agressões, dentro e fora desses espaços.
Ademais, sem a convivência e a interação internas, o exemplo futuro não ocorrerá. Desse modo, muitos alunos
passam a ter, em suas vidas futuras, menos oportunidades de emprego diante de ações agressivas e do não
saber formal. Com isso, perdem-se todos: vítimas resultantes do abandono escolar e os espaços de interação
social à comunidade acadêmica.
ㅤㅤAlém de saírem das instituições de ensino, muitos estudantes sofrem abuso dos seus colegas, tal
atividade, internaliza comportamentos violentos nas crianças e intensifica a violência escolar. De acordo com a
pesquisa do DataSenado (2023), 52% dos estudantes brasileiros, de 16 a 29 anos, sofrem perseguição nos
ambientes escolares. Com isso, percebe-se que boa parte dos agressores buscam afirmar suas forças perante
os demais. Entretanto, as vítimas dessa agressão têm sua saúde mental prejudicada levando-os a ter
pensamentos suicidas e traumas irreversíveis.
ㅤㅤSomadas a essas condutas violentas, observa-se retaliações futuras como uma das principais
consequências dessa temática. Por exemplo, o caso de Guilherme Taucci Monteiro, associado ao trágico ataque
a uma escola em Suzano, como uma resposta a experiências traumáticas vivenciadas em instituições
educacionais. Neste contexto, a persistência de sentimentos de raiva e ressentimento pode contribuir para a
escalada da violência e perpetuação do ciclo de agressão, que representam um desafio na busca por ambientes
escolares mais seguros e pacíficos.
ㅤㅤ Diante desse panorama, carente de desajustes administrativos, torna-se necessário adotar medidas
para combater a escalada da violência nas instituições brasileiras. Urge ao Ministério da Educação (MEC),
sugerir diretrizes as escolas, sobre ações de melhorias para elevar a atenção com os alunos que têm maior
vulnerabilidade, por meio de normativas, a fim de propor ações que exteriorizem as emoções para que as
interações escolares se deem de modo positivo e amenize a elevação da violência nesses ambientes
acadêmicos. Desse modo, casos como o de "Eugene" se reduzirão.
Autoras da redação: Livia de Castro Pereira, Maria Eduarda Lédo Menezes e Yngrid Vitória Castro Martins.
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