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Desafios à democracia no Brasil: imprensa - parcialidade, poder e alienação populacional.

Vozes silenciadas

ㅤㅤEdmund Burke, filósofo e político irlandês do século XVIII, confere à imprensa a posição de quarto poder político, admite- se sua influência e capacidade de moldar a opinião pública. De forma análoga, no Brasil, o domínio midiático transcende sua função informativa para se tornar um instrumento de manipulação. Dessa maneira, preserva interesses elitistas, com a difusão discursos tendenciosos aliados a distrações para evitar críticas e posicionamentos opostos.
ㅤㅤFrente à essa manipulação informativa, a existência de veículos de comunicação a serviço de políticos e de grandes empresários comprova o poderio desse setor. Tal fenômeno ocorre na Bahia desde os anos 1970 até atualidade, caracteriza-se por uma significativa concentração de mídia sob o controle da família Magalhães. Nesse sentido, por atuarem na representação pública e deter concessões de radiodifusão, comprometem o direito à informação consagrado pela Constituição ao alinhar suas ações aos interesses partidários de proprietários e acionistas.
ㅤㅤNessa ótica de hegemônica, as mídias vinculam discursos com foco parcializado dos fatos para a manutenção do mando. Conforme a pesquisa feita pela Avast Software, empresa voltada para tecnologia, quatro em cada cinco brasileiros depararam-se com notícias falsas sobre as eleições de 2022 nas redes sociais. ademais, essas informações inverídicas proliferam-se com a predisposição das pessoas em narrativas que endossem suas próprias visões. Essa pseudo narrativas criam ciclos de desinformação explorados por aqueles que as manter para se consolidarem no poder.
ㅤㅤAlém disso, esse poder de controle midiático se estabelece com a ausência de criticidade social que vulnerabiliza as pessoas a tornarem-se manipuladas. Conforme aponta o ativista americano Malcolm X: "Se você não for cuidadoso, os jornais vão acabar te fazendo odiar as pessoas que estão sendo oprimidas e adorar as pessoas que estão levando a cabo a opressão". Sob essa perspectiva, a ausência de senso crítico torna as pessoas suscetíveis à influência dos meios de comunicação. Dessa forma, compromete a compreensão de questões sociais fundamentais e enfraquece a capacidade da população de se unir em prol de mudanças significativas.
ㅤㅤDiante dos desafios impostos pela corrupção na mídia à democracia, torna-se essencial mitigar essa problemática. Cabe, portanto, ao Ministério das Comunicações regulamentar espaços e limites canais de mídia, por meio de implementação de sistemas com algoritmos de modo de fiscalizar e penalizar dos responsáveis. Ademais cabe ao ministério da educação criar projetos educativos por meio de diretrizes das escolas que desenvolvem a criticidade dos estudantes. Dessa forma, a democracia se manterá segura, fundamentada na transparência e participação cidadã.


Autores da redação: Gabriel Montalvão Santos, Maria Fernanda Barbosa Firmo;

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