Desafios à desigualdade socioeconômica persistente no Brasil
Desigualdade brasileira persistente
ㅤㅤA novela “Carrossel”, estreada no SBT em 2012, espelha a desigualdade socioeconômica brasileira em
seus personagens Cirilo e da Maria Joaquina. Fora da ficção, a problemática perdurada por resquícios históricos,
impacta todos os setores sociais. Nesse sentido, a baixa escolaridade, consequência da herança colonial e a
disparidade de investimento regional constituem-se fatores cruciais no combate a questão.
ㅤㅤFrente a esse cenário, o Antropólogo Darcy Ribeiro afirma que "o Brasil é um país que 'nasceu' desigual" e
destaca a disparidade socioeconômica em seu princípio, que persiste à contemporaneidade. Assim, estrutura social
vigente, edificada aos resquícios da colonização, usufrui de mão de obra não especializada, a qual se sucede a
condições de trabalho indignas e abusivas. Mesmo apesar do contexto, o volume de medidas tomadas para o
solucionamento da questão é escasso.
ㅤㅤ Não obstante, para o Ex-secretário da educação do Estado de São Paulo Gabriel Chalita, “Educação é
transformação”. Assim, faz-se vital para a manutenção da desigualdade social a permanência da ignorância da
população. Tal realidade se expressa quando, de acordo com dados do IBGE, em 2021, as taxas de analfabetismo
estavam em 6,6%. Esta parcela da população se encontra vulnerável a desinformação, como foi o caso dos
manifestantes que, movidos por notícias falsas, invadiram o Palácio do Planalto, atestando a necessidade de
educação.
ㅤㅤAcresce a herança colonial e aos índices de escolaridade a disparidade no investimento regional, onde,
segundo o site ''Agência de notícias''(2023), cerca de 11,7% dos nordestinos ainda não sabem ler ou escrever, já no
Sudeste essa taxa é de 2,9%. Desse modo, evidencia-se a disparidade educacional regional do Brasil, assim como
a relação da pobreza com a escolaridade, visto que, quanto menos escolarizado, mais pobre é a região. Dessa
forma, compreende-se que a desigualdade socioeconômica se intensifica no país.
ㅤㅤ Portanto, a persistência da desigualdade brasileira é nociva, pois atrasa o desenvolvimento nacional e
vulnerabiliza os indivíduos desfavorecidos. Portanto, é fundamental que o governo, em conjunto com a sociedade,
intensifique a implementação de políticas públicas eficazes para promover a inclusão social, distribuição equitativa
de recursos e acesso universal à educação de qualidade. Essas medidas são essenciais para combater a
persistente desigualdade brasileira, que prejudica o desenvolvimento nacional e a qualidade de vida dos mais
vulneráveis, e para construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Autores da redação: Ivan Teixeira Rodrigues Júnior e Gustavo Roberto Souza.
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